quarta-feira, 22 de outubro de 2008

21 Outubro 2008 - 13h33
Em Agosto
Crédito malparado atinge novo recorde
O crédito de cobrança duvidosa entre particulares, o chamado malparado, atingiu um novo recorde no passado mês de Agosto, fixando-se nos 2,801 mil milhões de euros.

De acordo com os dados divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal, em Agosto o crédito malparado aumentou 2,45% face ao mês anterior, sendo que em termos homólogos (comparado com igual mês do ano passado) disparou 26,46%.

O aumento é explicado com a subida das taxas de juros e com o abrandamento da economia portuguesa, sendo que os dados agora divulgados ainda não reflectem os efeitos da crise financeira.
Renda pode ser 20% mais barata do que a prestação
ALEXANDRA FIGUEIRA
Reduzir a despesa em 20% é uma das portas abertas a quem quiser vender a casa ao fundo imobiliário de arrendamento que o banco público está a preparar. Só falta publicar a lei, para que se conheçam todos os pormenores.
> Crédito malparado sobe 26,5% em apenas um ano.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A crise já atingiu os Portugueses.

Apartamentos, carros, casamentos e famílias desfeitas, a corrida já começou, e o que nos salva é o bom senso e saber que a maior parte das pessoas têm boa formação e esperança, talvez o bom Deus possa nos perdoar pelas vezes que extravasamos nossos impulsos através do tão suado dinheiro.

Os bancos e seguradoras andam a procura de dinheiro, dão-se ao luxo de vender os apartamentos, que outrora eles emprestaram 90.000 euros, agora em leilão saí por 50.000 a 60.000 euros, e os carros que foram adquiridos por 30.000 saem em leilão por 5.500 euros. E mesmo assim é difícil vender, existe muita oferta e pouca procura; ou seja: Não há dinheiro.

Abençoados pais e avós, que possam ajudar nesse momento difícil, os seus filhos e netos.

Muitas dessas pessoas já começaram a adaptar-se, á nova vida, fazendo uma volta de 360 graus. É preciso sacrifício, coragem, fé e esperança.
Temos que ter a cabeça no lugar, para recomeçar tudo novamente e pensarmos onde foi que erramos.

Infelizmente nem todos são fortes, há pessoas que não querem fazer esse esforço, e não querem perder o nível de vida que tinham, vão acabar na vida fácil, ou seja o crime.

Portugal entra em dificuldades, quem têm dinheiro não o gasta, e isso não desenvolve o comércio e a indústria.
Muitas empresas vão fechar, são os casos das PME e as empresas de fachada, que acabarão por se expor.

Resta a agricultura e o turismo, que precisam desenvolver o mais rapidamente possível.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

CASA?

Casa, tem certeza que quer compra-la?
Talvez seja melhor viver com os pais e avós, é menos dor de cabeça, menos estress, e ainda por cima tem qualidade de vida.
Já há empréstimos até aos 75 anos, fantástico!.
Se houver reforma, imagine você a receber uma reforma miserável, e de bengala ou cadeira de rodas ter de ir entrega-la ao banco, sem antes se perguntar, se paga a renda ou compra os medicamentos.
Existem mais de 33.000.000 (milhões) de casa em Portugal, para uma população pouco maior de 10.000.000 (milhões).
É claro que tudo isso é uma fachada, para a construção não parar e não haver mais desemprego.
As casas são mal construídas, são caras, e ainda por cima em cima de antigos terrenos agrícolas.
No Algarve, há vários prédios que estão construídos abaixo do nível do mar, essas casas tem bombas constantemente a puxarem a água do mar de suas caves.
Apartamentos caríssimos, com condomínios igualmente caros, imaginem o custo e manutenção dessas bombas, que nunca param de puxar água.
Santarém houve muitas construções, com nº de andares superiores aquilo que devia ser, e ainda por cima em terrenos agrícolas.
Os antigos eram mais sábios nas construções, com menos material e menos tecnologias, conheciam e construíam casas mais seguras e mais baratas.

Empresas que contractam pessoas.

Essas empresas de prestação de serviço, vem roubar parte do ordenado ao trabalhador.
Já trabalhei para 2 empresas de contratação de pessoal, fartei me de trabalhar e fazer horas para trazer um ordenado mínimo para casa.
Há pouco tempo fui convocado pelo Centro de Emprego, e quando lá cheguei, fui entrevistado por uma Doutora que pertence a um desses grupos, fiquei admirado do Centro de Empregos ceder uma sala a uma pessoa que tem uma empresa privada, e vive dos dinheiros dos trabalhadores por eles recrutados. É uma vergonha essas empresas fazerem o serviço do Centro de Empregos.
Suponhamos que eu era recrutado directamente por uma empresa de bebidas, o meu ordenado, seria de: 600.00, faria descontos e teria direito a subsidio de férias e natal sobre este valor.
Se for através duma dessas empresas, fica ela com os 600.00, e os respectivos descontos; e o pobre do trabalhador fica com 500.00 ou menos de ordenado, e tem que carregar esses parasitas que vivem a custa de seu suor.
Imaginem que essas empresas de prestação de serviços lucram, e imaginem por ex. 1000 trabalhadores distribuídos pelo País.
Consequências: Trabalhadores desmotivados e sem ambição; não tardarão, estarão em pouco tempo, novamente na fila dos desempregados.

Se o Centro de Empregos, não faz o seu serviço, para que é que serve?
Então entreguem os serviços aos privados e fechem as portas.

Vamos apertar o cinto.

Portugal entra numa nova realidade, realidade que os mais jovens estão começando a aceitar.
As vacas gordas estão acabando, e o poder da classe média está baixando significada mente.
O nº de subempregos está aumentando, as mulheres depois dos 30 anos, já são velhas, e os homens são a partir de 35 anos.
O sonho da casa está cada vez mais longe de se concretizar.
Um canudo no bolso dá direito a um emprego de salário mínimo.
Empregos, só na área das vendas onde convidamos os amigos a endividarem-se, ou simplesmente enganamos as pessoas.
Sem falar nos custos e despesas, que são por conta do vendedor.
Uma boa parte das empresas, fazem um contrato com o trabalhador onde se compromete apenas a pagar comissões, e o trabalhador paga tudo do bolso.
O quadro é negativo, temos que ter a cabeça no lugar e não ser tão impulsivo, temos que ter esperança.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Dinheiro para não produzir

Nossos irmãos espanhóis, ao contrário dos portugueses, não quiseram aceitar os dinheiros da União Europeia para não plantarem, mas rapidamente mudaram de táctica, se a UE dava dinheiro para não plantarem trigo, eles os espanhóis pegavam nesse dinheiro e plantavam milho, por ex.
Nós os portugueses apanhávamos esse dinheirinho, e íamos curtir a vida.
Essa é a diferença entre a Espanha e Portugal.
Gastamos dinheiros da UE em carros, vivendas, jipes, e toda a maquinaria moderna, inclusive tractores com ar condicionados e outros luxos.
Nossos irmãos espanhóis, usaram maquinas velhas, carros velhos, muitos dos quais a trabalhar com banha de porco e combustíveis alternativos para os custos serem mais baratos.
Outra situação, é que nós construímos prédios em terrenos agrícolas, e eles não permitem isso á menos que a população aumente.
Temos prédios construídos em linhas dàgua, cheios de fissuras sujeitos a caírem com algum tremor de terra.
Quando tivermos que reconstruir as cidades, vítimas de um capitalismo selvagem, onde a dignidade e a honestidade do ser humano não tem valor, talvez alguém se lembre que até é possível fazer as coisas bem, sem ser só por dinheiro.