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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Dinheiro para não produzir

Nossos irmãos espanhóis, ao contrário dos portugueses, não quiseram aceitar os dinheiros da União Europeia para não plantarem, mas rapidamente mudaram de táctica, se a UE dava dinheiro para não plantarem trigo, eles os espanhóis pegavam nesse dinheiro e plantavam milho, por ex.
Nós os portugueses apanhávamos esse dinheirinho, e íamos curtir a vida.
Essa é a diferença entre a Espanha e Portugal.
Gastamos dinheiros da UE em carros, vivendas, jipes, e toda a maquinaria moderna, inclusive tractores com ar condicionados e outros luxos.
Nossos irmãos espanhóis, usaram maquinas velhas, carros velhos, muitos dos quais a trabalhar com banha de porco e combustíveis alternativos para os custos serem mais baratos.
Outra situação, é que nós construímos prédios em terrenos agrícolas, e eles não permitem isso á menos que a população aumente.
Temos prédios construídos em linhas dàgua, cheios de fissuras sujeitos a caírem com algum tremor de terra.
Quando tivermos que reconstruir as cidades, vítimas de um capitalismo selvagem, onde a dignidade e a honestidade do ser humano não tem valor, talvez alguém se lembre que até é possível fazer as coisas bem, sem ser só por dinheiro.

EM TEMPO DE CRISE

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a crise não afecta a todos.
Há um ditado que diz: A crise não é para todos. E com razão, á pessoas que melhoram de vida quando as coisas estão más paras as outras.
A fénix renasce das cinzas, e quando os negócios estão maus para uns, surgem as oportunidades para os outros.
Portugal está mal acostumado, desde os descobrimentos que vivemos de subsídios, por isso, a nossa indústria e o nosso comércio não vinga.
Vejam os exemplos da nossa Vizinha Espanha: As pessoas, trabalham, as associações funcionam, os nossos empresários portugueses tiveram que por dinheiro lá e criarem e desenvolverem seus negócios, porquê os nossos irmãos espanhóis, não deram subsídios.
Aqui em Portugal, anda tudo a espera dos ditos subsídios da UE.
Os nossos compatriotas de etnia (ciganos) e outros povos, procuraram Portugal para viver, devido a facilidade dos rendimentos mínimos e subsídios.
Na Europa os outros países da UE, andam de olho em quem recebeu subsídios para criarem empresas.
O rasto desses dinheiros são seguídos e fiscalizados, quando se fecha uma empresa, é seguído o trilho do dinheiro, desde quando abriu e quando fechou.
Os empregados não podem ser mandados embora, enquanto as coisas não estiverem devidamente analisadas.
O dinheiro tem que aparecer, seja de costa ou de barriga, se houver corrupção, é tudo analisado ao por menor, dá despedimentos e cadeia.
O pior de tudo isso é que mais tarde vamos pagar por esses dinheiros, e que tanta gente beneficiou-se mas nada construíram. Perderam os portugueses e o País.


A crise sempre houve, porquê Portugal não cresceu pela força do trabalho.
Quando construímos a EXPO 98, fomos buscar milhares de Africanos, como mão de obra mais barata, houve muitas notícias de dinheiros desaparecidos e orçamentos duvidosos,
Agora é a Vez da OTA e do TGV, os empresários já falam em ir buscar mais Africanos para trabalharem com ordenados mais baixos e viverem em contentores.
Depois falam mal dos estrangeiros, podem ter certeza que desses milhares de pessoas que aqui vem, já não voltam.
Já que tudo isso foi subsidiado, e é, contratem as pessoas que aqui estão e ajudem o País a desenvolver, em vez de atrair futuras misérias e futuros criminosos.
Se o trabalhador for muito espremido, e perder os seus bens, já não querem trabalhar e aí, os ricos que se cuidem.